Na escuridão do luto, sente-se a dor do desaparecimento de um sonho de vida, mas permanece a luz do que se construiu... Imagens de sorrisos que ficaram suspensos, julgados como dissimulados porque perduram para além do esperado...
Fogo resplandecente que não pode ser visto, devido às lágrimas que o apagam no olhar... Água cristalina da fonte da alma, que rega com amor a semente de uma relação possível...
Novo sonho que nasce, antes de concluída a gestação da realidade... Fantasia criadora do caminho a prosseguir pelo aprendiz de vida, que deseja tornar-se príncipe de um conto de fadas... até que o desamor racional condene à morte os filhos do imaginário.
O universo expande-se para criar o Unipoema...
sábado, 28 de outubro de 2006
sábado, 21 de outubro de 2006
Amo-te com tristeza e alegria...
É mais belo um olhar triste do que um sorriso largo...
A poesia revela-se a partir das profundidades, ao provocar um sismo nas falhas tectónicas da rigidez intelectual, exteriorizando-se docemente em arrepios por todo o corpo; o humor é superficial, porque apenas comprova a sua existência ao demonstrar a qualidade de elasticidade dos lábios.
Julgava que não fosse possível existir uma alegria profunda, enquanto emanação de um amor maduro, que utilizasse uma parte da superfície do rosto como fotografia de um destino a descobrir. Já não acredito nesta regra, porque não considero que os filmes de Roberto Benigni sejam meras excepções. Ao ver o seu último filme, “O tigre e a neve”, constatei que Benigni concluiu, em mim, a reconciliação de sentimentos complementares que já tinha iniciado no “A vida é bela”. Tristeza e alegria são um casal até que a descrença no amor as separe, uma vez que só podem conviver harmoniosamente através da única forma de autenticidade: o romantismo.
A poesia revela-se a partir das profundidades, ao provocar um sismo nas falhas tectónicas da rigidez intelectual, exteriorizando-se docemente em arrepios por todo o corpo; o humor é superficial, porque apenas comprova a sua existência ao demonstrar a qualidade de elasticidade dos lábios.
Julgava que não fosse possível existir uma alegria profunda, enquanto emanação de um amor maduro, que utilizasse uma parte da superfície do rosto como fotografia de um destino a descobrir. Já não acredito nesta regra, porque não considero que os filmes de Roberto Benigni sejam meras excepções. Ao ver o seu último filme, “O tigre e a neve”, constatei que Benigni concluiu, em mim, a reconciliação de sentimentos complementares que já tinha iniciado no “A vida é bela”. Tristeza e alegria são um casal até que a descrença no amor as separe, uma vez que só podem conviver harmoniosamente através da única forma de autenticidade: o romantismo.
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
A religião do nada...
Os meus estudos sobre matemática permitiram-me adquirir as ferramentas necessárias, para chegar à conclusão que vou transmitir aqui.
O principal desejo da maioria das pessoas é viver o maior tempo possível, já que não acreditam, de facto, numa outra forma de vida para além da morte do corpo. “Ver para crer!” - oração proferida por aqueles que se converteram à falsa religião científica.
Assim, a essas pessoas sugiro que tenham atenção a uma simples operação matemática, cujo resultado é, absolutamente, irrefutável: imaginem quantos anos gostariam de viver, e sejam ambiciosos, como por exemplo 50 000 000 de anos. Nada mau, pois não? De seguida, dividam esse número por infinito (∞), ou seja, o símbolo matemático da eternidade, e multipliquem o resultado por 100 para obterem o peso/percentagem referente ao que as vossas vidas representam no todo do Tempo. Pois é, não representam 0,0000000000000000000000000 qualquer coisa % na eternidade. O resultado é mesmo zero, bem redondinho e sem acrescentos, para não haver quaisquer dúvidas! De facto, qualquer número finito a dividir por infinito dá zero.
Concluindo, nesta perspectiva, todas as vidas mortais são ilusórias, porque não é possível fazer registos precisos das suas ocorrências na infinitude do Tempo. Quando o pensamento científico ignora Deus, apenas pode oferecer aos seus crentes o nada existencial... que António Damásio defende, implicitamente, na sua visão do ser humano explanada no livro "O erro de Descartes". Para Damásio, não pode existir uma forma de consciência separada do corpo físico e, como ele tem fé na matemática da aparência, certamente julgará que os corpos ao morrerem provam que nunca viveram...
Desta forma, quem tiver a certeza que está vivo deve ser coerente, rejeitando ser um filho inexistente de um Deus do nada...
O principal desejo da maioria das pessoas é viver o maior tempo possível, já que não acreditam, de facto, numa outra forma de vida para além da morte do corpo. “Ver para crer!” - oração proferida por aqueles que se converteram à falsa religião científica.
Assim, a essas pessoas sugiro que tenham atenção a uma simples operação matemática, cujo resultado é, absolutamente, irrefutável: imaginem quantos anos gostariam de viver, e sejam ambiciosos, como por exemplo 50 000 000 de anos. Nada mau, pois não? De seguida, dividam esse número por infinito (∞), ou seja, o símbolo matemático da eternidade, e multipliquem o resultado por 100 para obterem o peso/percentagem referente ao que as vossas vidas representam no todo do Tempo. Pois é, não representam 0,0000000000000000000000000 qualquer coisa % na eternidade. O resultado é mesmo zero, bem redondinho e sem acrescentos, para não haver quaisquer dúvidas! De facto, qualquer número finito a dividir por infinito dá zero.
Concluindo, nesta perspectiva, todas as vidas mortais são ilusórias, porque não é possível fazer registos precisos das suas ocorrências na infinitude do Tempo. Quando o pensamento científico ignora Deus, apenas pode oferecer aos seus crentes o nada existencial... que António Damásio defende, implicitamente, na sua visão do ser humano explanada no livro "O erro de Descartes". Para Damásio, não pode existir uma forma de consciência separada do corpo físico e, como ele tem fé na matemática da aparência, certamente julgará que os corpos ao morrerem provam que nunca viveram...
Desta forma, quem tiver a certeza que está vivo deve ser coerente, rejeitando ser um filho inexistente de um Deus do nada...
terça-feira, 3 de outubro de 2006
A mentira racional aquém da sabedoria do Amor...
A falsa esperança jaz na raiz da fé intelectual, que se produz pela sementeira da utopia, num terreno que existe para além da mortalidade do sentir penoso...
Crença na divindade que ressuscite a vida morta numa morte viva...onde o amor vive aprisionado em conceptualizações separatistas, sem que haja espera nem inesperado...
Visão ilusória da eternidade, alicerçada no insustentável desejo cego de um mero instante magnificente, que arrebata uma memória narrativa...
Desencanto que ganha alento para sobreviver, até ao dia da Salvação...
Razão apaixonada que incendeia o amor, para que das suas cinzas possa nascer uma alma...
Vivência de finitude que almeja a superação, através da inveja destruidora dos sentimentos com potencial de permanência...
Crença na divindade que ressuscite a vida morta numa morte viva...onde o amor vive aprisionado em conceptualizações separatistas, sem que haja espera nem inesperado...
Visão ilusória da eternidade, alicerçada no insustentável desejo cego de um mero instante magnificente, que arrebata uma memória narrativa...
Desencanto que ganha alento para sobreviver, até ao dia da Salvação...
Razão apaixonada que incendeia o amor, para que das suas cinzas possa nascer uma alma...
Vivência de finitude que almeja a superação, através da inveja destruidora dos sentimentos com potencial de permanência...
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